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terça-feira, 7 de abril de 2009

Base Salarial na Área de TI

Pesquisei consultorias de RH para traçar um painel da remuneração praticada pelo mercado, em diversas ramificações da área de tecnologia. Confira aqui o resultado e saiba quanto você pode valer

Como saber se a sua remuneração corresponde à média do cargo? É verdade que em São Paulo os salários são maiores? Certificações fazem o profissional ser mais caro? Quais tecnologias são mais valorizadas pelo mercado?

Para responder a essas perguntas, o TI Master buscou consultorias de RH de várias regiões do país. Contudo, houve dificuldades para obter informações de empresas fora do eixo Sul-Sudeste. Empecilhos à parte, cinco consultorias aceitaram fornecer os dados: Case Consulting, ConquestOne, Manpower e People Consulting, todas de São Paulo e a Tcom Consultoria, de Porto Alegre.

Criação

Englobando os cargos de WebMaster, WebDesigner e Animador em Computação Gráfica, esta é uma área diferente dentro da TI. Nela, mais valem a criatividade e os trabalhos realizados do que experiência e certificações. Segundo o Diretor-executivo da ConquestOne, Antonio Loureiro, há dificuldade para encontrar profissionais com habilidade no relacionamento interpessoal.

“Essa área precisa de pessoas com capacidade de comunicação. Para entender o cliente e traduzir sua necessidade em termos de criação, a capacidade de ouvir e de se expressar tem que ser refinada - explica.

Por essas particularidades, a remuneração varia muito, estando diretamente relacionada ao portfólio do profissional. Assim, para o cargo de WebDesigner, foram encontrados valores de cerca de R$ 4 mil na região Sudeste e por volta de R$ 1.800 no Sul. Já o salário de WebMaster fica em torno de R$ 4 mil no Sudeste e de R$ 4.500 no Sul. E o cargo de Animador em Computação Gráfica só estava presente nos dados de uma das consultorias do Sudeste, ganhando em média R$ 4 mil.

Rede/Infra-Estrutura

Técnico por excelência, para este setor a certificação é fundamental, chegando a aumentar o salário do profissional em até 40%. Os cargos de Técnico em Informática, Analista de Suporte e Administrador de Redes ainda têm outro desafio: escolher entre seguir o caminho Windows, Linux ou Cisco.

O salário de Técnico em Informática varia de R$ 1 mil para cargos de nível médio até R$ 2.500, para técnicos com nível superior. Já a remuneração de Analistas de Suporte apresentou enorme discrepância, indo de R$ 2.6 mil na região Sul até R$ 6.500, no Sudeste. Nesses dados, uma constatação: o cargo de Analista de Suporte para Mainframe está bem cotado, com salário de R$ 2.900 no Sudeste e R$ 5.800 no Sul.

Entre as certificações, o salário para um profissional MCSE varia de R$ 4.275 no Sul até R$ 6 mil no Sudeste. O nível inicial, MCP, ganha R$ 3.500 no Sul e em torno de 4 mil no Sudeste. Já as certificações Cisco apresentam remuneração da ordem de R$ 3.900 para CCNA no Sul e confirmam a fama de mais valorizadas pelo mercado, indo até R$ 8 mil para CCIE no Sudeste.

Uma área difícil de avaliar foi a de Linux. Por ser um sistema operacional em ascensão no ambiente corporativo, o mercado de trabalho ainda está se adaptando. Foram fornecidos apenas dados de Analista de Suporte Linux com salário de R$ 2.500 no Sul e de profissional certificado LPI, por R$ 6 mil no Sudeste. Há ainda o cargo de Analista de Suporte Unix, com salário de R$ 3.100 no Sudeste e R$ 4 mil no Sul.

Desenvolvimento

Computadores precisam de programas para funcionar. Logo, sempre há lugar para quem desenvolve sistemas e projeta aplicações. Difícil foi encontrar as funções de Programador e Analista de Sistemas isoladas. Cada vez mais se pede que o profissional reúna o conhecimento técnico da programação com a visão de negócios e de projetos da análise.

Também não foi possível encontrar os cargos sem estarem associados a alguma tecnologia: as empresas hoje já exigem o profissional direcionado para uma linguagem. E as mais requisitadas - confirmando a matéria Poliglota Digital publicada no TI Master - são mesmo Java e .NET. Por outro lado, a área de mainframes, de acordo com o Diretor da People Consulting, Shuji Shimada, apresenta demanda por profissionais que saibam Cobol porque o mundo acadêmico ainda não enxergou essa necessidade.

“As escolas pararam de ensinar mainframe. Por isso, há e poucos profissionais no mercado e oportunidades para todos os ambientes, até para AS/400 – afirma.

Assim, o salário de um Analista/Programador .NET ou Java varia entre R$ 4.700 no Sul a R$ 6.500 no Sudeste. Este resultado faz cair por terra a idéia de que o profissional Java é mais caro que o .NET. Na área de mainframe, um Analista-Programador Cobol ganha cerca de R$ 4.300 no Sul e entre R$ 4.500 e R$ 5.500 no Sudeste.

Desenvolvimento Web

Este setor é o queridinho do mercado, tanto pelo potencial de crescimento da Internet num país em que menos de 10% da população acessa a rede, quanto pela demanda de empresas de outros países que fazem outsourcing por aqui. Por isso, quem sabe se virar na sopa de letrinhas do ASP e PHP, além das já citadas .NET e Java – que também servem para aplicações Web – está com a empregabilidade em dia.

Os salários para Analista-Programador ASP vão de R$ 3 mil até 4.500. Já o profissional PHP ganha de R$ 2 mil a R$ 4.500. Ambos os valores são do Sudeste, pois no Sul os dados recebidos dizem respeito ao cargo de Analista-Programador Web, sem diferença para ASP, .NET ou PHP, com valor de R$ 4.700.

Banco de Dados

O Administrador de Banco de Dados, cujo cargo é conhecido pela sigla em inglês DBA, sempre teve prestígio por gerenciar o que há de mais importante em uma empresa: suas informações. Nesta área, o mercado é disputado entre Oracle e Microsoft (e seu onipresente SQL Server), com o MySQL, de código aberto, correndo por fora.

Os valores refletem um mercado de salários semelhantes, onde a certificação não faz tanta diferença. Um administrador de banco de dados sem especificação de tecnologia ganha entre R$ 6 mil e 7 mil, enquanto um DBA Oracle ganha de R$ 5 mil a R$ 8 mil, com valores semelhantes no Sul e Sudeste. Não muito diferente do especialista em SQL Server, que vale entre R$ 5 mil e R$ 7.500 nas duas regiões. Um pouco abaixo, o DBA MySQL, cargo que nem todas as consultorias apresentaram, tem remuneração entre R$ 4 e 5 mil.

Auditoria

Confirmando a tendência definida pela matéria Auditores de TI buscam seu espaço, esta não é função para iniciantes. Exige ampla vivência de mercado e habilidades tanto da área de exatas quanto de humanas. Por isso, características como organização, atenção aos detalhes e desenvoltura no trato interpessoal são fundamentais.

A remuneração varia entre R$ 5 e 7 mil, sem diferença entre regiões. Por enquanto ainda não se exige a certificação e não há registros que ela influencie no salário, mas pode ser um diferencial. Portanto, fique de olho nas certificações CISA e CFE.

Visão do mercado

De forma geral, o mercado de TI está aquecido, especialmente para quem já está empregado. Para os que estão começando, exige-se formação em faculdades de primeira linha e boa vivência em estágio.

Os dados coletados, tendo em vista profissionais de nível sênior e sob regime CLT, revelam que salários maiores são pagos no Sudeste, especialmente em São Paulo. Um dos motivos para os valores mais baixos no Sul seria o excesso de profissionais no mercado, segundo o Gerente da Tcom Consultoria, Daniel Teixeira.

Outra conclusão obtida a partir dos dados é que ter uma certificação altera mesmo a faixa salarial, especialmente para as áreas técnicas. Além disso, cada vez mais o mercado exige habilidades no âmbito comportamental como liderança, capacidade de trabalhar em equipe e pró-atividade.

Por ser uma área na qual novos processos e tecnologias surgem o tempo todo, exige-se aperfeiçoamento constante. Para quem trabalha com TI, a expressão “investir na carreira” tem sentido literal, segundo o Diretor-Geral da Manpower, Augusto Costa.

“O profissional tem que aprender sempre, pesquisar sempre e fazer cursos técnicos que não são baratos. Como TI é extremamente dinâmica, sai na frente quem faz treinamento em área específica, isso aumenta muito a empregabilidade - analisa.

Por outro lado, algumas empresas “param no tempo”, prendendo-se a tecnologias ultrapassadas e desmotivando o profissional. Por essas duas razões, o chamado “turnover”, ou seja, a troca de cargos tem índice alto em Tecnologia da Informação.

Na busca por novas oportunidades e desafios, há ainda a possibilidade de sair da cidade ou estado, indo para cidades como Hortolândia e Campinas (SP), onde há grande oferta de vagas. Contudo, de acordo com a Consultora da Case Consulting, Aline Santos Bicalho, poucas empresas oferecem pacotes de mudança, o que leva o profissional a ter que aceitar sozinho o desafio de morar em outro lugar.

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